#ogl Opinião #15: Jornalista Felipeh Campos sobre Wyllys

Conhecido no meio das celebrities brasileiras, o jornalista da paulistana RedeTV Felipeh Campos dissecou a figura dispensável do deputado federal Jean Wyllys (PSOL-RJ). Seu pensamento foi explanado no programa Superpop em 7/11/2016 no quadro “Porta da fama” tendo como entrevistada a Gretchen com perguntas tidas como polêmicas para a rainha do bumbum. Campos é gay e nunca se ouviu falar dele como um ativista pró-gay pelos motivos que ele próprio explica no vídeo abaixo:

Em 2010, Wyllys foi eleito por um número inútil de votos (13 mil) na cidade do Rio de Janeiro pelo deficiente sistema proporcional brasileiro. Reeleito, é porta-voz do Movimento LGBT brasileiro com todas as desnecessidades que propõe a agenda progressista. Leia mais em “Porque Jean Wyllys é uma piada de (muito) mau gosto“.

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Post #44: Cura gay à luz do livre mercado (leia a bula)

No município de Chongqing, China, a clínica Xinyu Piaoxiang promete um método de conversão hétero via choques 〈confira〉. No país asiático, a homossexualidade é legal desde 1997 e foi removida da classificação chinesa de transtornos mentais em 2001.
No estado de Nova Jersey, EUA, a organização Jonah – Judeus que Oferecem Novas Alternativas de Cura – que oferecia terapias nada convencionais para “reverter” a homossexualidade foi obrigada a fechar as portas em dezembro de 2015 pela justiça estadunidense por violar uma lei estadual anti-fraude. A instituição religiosa abriu as portas no Estado de Israel no início de 2016 e opera por lá normalmente 〈confira〉. Em ambos os países, ser homossexual é tido como legal. Em terras israelenses, a homossexualidade era descriminalizada em 1988. Já no país norte-americano, a Associação Americana de Psiquiatria retirou a orientação sexual em tese da lista de transtornos psíquicos na década de 70.

Diferente ao que acontecia na Alemanha Nazista a partir da década de 30 em que homossexuais do sexo masculino eram obrigados a copular com prostituas, submetidos a tratamentos hormonais ou castrados para não mais sentirem prazer e bem diferente da tentativa da Inglaterra de curar gays também via castração química e injeções hormonais – como aconteceu com o matemático Alan Turing nos anos 50 –, gays de Israel, China e Estados Unidos tiveram/ têm a opção de iniciarem um tratamento a fim de reverter o desejo por alguém do mesmo sexo. Aderiram ao serviço de modo consciente em vista de ignorar a libido que os acompanham e isto é aceitável num ambiente em que indivíduos realizam trocas livres e voluntárias, isto é, no livre mercado.

Um dos nomes fortes do libertarianismo moderno, Murray Rothbard define a sociedade de livre mercado como “[…] um arranjo de trocas que ocorrem na sociedade. Cada troca acontece como um acordo voluntário entre duas pessoas ou entre grupos de pessoas representados por agentes. Esses dois indivíduos (ou agentes) trocam dois bens econômicos, tanto commodities tangíveis quanto serviços não-tangíveis”. Assim, a oferta da Jonah e da Xinyu Piaoxiang só estão disponíveis devido a demanda de indivíduos que creem numa cura para a orientação homo, por sua vez, justificadas por eles como fruto de erotização precoce, abusos na infância, ausência de figura paterna, “n” motivos. Como acredita o movimento brasileiro Luz na Noite e a Escola de Sexualidade e Restauração, a homossexualidade é conduta que pode ser desaprendida à luz da religiosidade. E, para eles, o “desaprender” é possível via trocas não coercitivas com interessados na oferta; utilizam seminários, workshop’s, congressos, palestras e outros recursos país afora em vista de atrair seu público-alvo.

No Brasil, é negada a liberdade de inibir ou se livrar da orientação homo pelas vias legais, mas já houve tentativas de mudar isso. O Projeto de Decreto Legislativo 234/2011 protocolado pelo deputado federal João Campos (PSDB-GO) foi apelidado de modo jocoso por ativistas LGBT’s de “cura gay”. Contudo, o termo “cura” foi utilizado no art. 3º da Resolução 001/99 do Conselho Federal de Psicologia (CFP) brasileiro a fim de desconsiderar a autonomia de profissionais e estudiosos do comportamento humano privando-os de sequer pronunciar sobre o assunto que, por sinal, constantemente vem sendo alvo de estudos no campo da ciência. O PDL foi a resposta de Campos para a cassação de psicólogos por conselhos regionais quando estes promoviam terapias para a tratar da homossexualidade ou mesmo apontar esta orientação sexual como doença. O projeto foi votado em 2011 pela Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDHM) da Câmara dos Deputados com 10 votos a favor contra 2. Na contramão, em julho/2012, o Tribunal Regional Federal do Rio de Janeiro negou o pedido do Ministério Público Federal (MPF) de anular parcialmente as normas de atuação propostas pelo CFP por este não permitir o livre exercício da profissão e privar os que não se sentem à vontade com a própria orientação. Sem acordo, o TRF decidiu que ainda cabe ao conselho em tese regrar a atuação dos profissionais da área (confira a decisão do TRF-RJ aqui). Após todo o burburinho, mais tarde, em 2013, o próprio autor da proposta arquivou-a contrariando parlamentares mais conservadores. Mas a polêmica retornou a CDHM em junho/2015 numa audiência pública com o intuito de ouvir depoimentos de indivíduos que se consideram ex-gays. Comentários de deputados progressistas sugeriram que o evento seria uma tentativa da oposição trazer à tona o PDL 234/2011. Contudo, até então, não se falou mais em revogar as normas do CFP.

Mesmo contrário ao pensamento da homossexualidade como passível de tratamento, como liberal, consigo julgar a atitude de um órgão que regula as atividades dos profissionais do comportamento humano como arbitrária por não considerar que há, sim, uma parcela de indivíduos que não se sentem à vontade com sua orientação sexual. Afinal, se há um incentivo do governo, mídia e diversos outros setores pró-aceitação da homo/ bissexualidade e identidade de gênero não correspondentes às características biológicas, por que não considerar o trabalho de profissionais da saúde mental que veem uma anomalia no ser gay e, também nesse sentido, privar indivíduos de buscar tratamento que interessam em sua “conversões”? No entanto, trazer métodos de “conversão” para a área pública estaria sobrecarregando a saúde estatal já defasada. Há de se pensar numa maneira de atender essa demanda que querem entrar para a estatística de ex-gays. Felizmente, a saída está no livre mercado.

#ogl Indica #6: Before Night Falls (2000)

“Ponho fim a minha vida voluntariamente porque não posso continuar trabalhando. Nenhuma das pessoas que me cercam estão envolvidas nessa decisão. Só há um responsável: Fidel Castro”.

Esta é, certamente, uma obra que todo gay simpático às ideias utópicas do socialismo/ comunismo deve ver e, ao final, refletir e muito a posição que defendem, se ainda quiserem continuar vivos.

Before Night Falls (Antes do Anoitecer, no Brasil) de 2000 é baseado nas memórias póstumas do autor cubano Reinaldo Arenas (já cita nesse post aqui) nascido numa pobre zona rural e adepto quando ainda adolescente da falácia de igualdade socialista. Optou por integrar um movimento rebeldes de Fidel Castro com objetivo derrubar o sargento Fulgêncio Batista nos anos 50. Desde criança, Arenas teve gosto pela literatura e desenvolveu-o mais tarde na Universidade de Havana (UH) na capital.

Aos poucos, o regime de Castro foi se mostrando tão sanguinário quanto o do ditador anterior. Em relação à sexualidade – assim como Josef Stalin na URSS acreditava na homossexualidade como uma doença burguesa, os responsáveis pela carnificina cubana a viam (e ainda a veem) como uma degeneração produzida pelo capitalismo. Assim, somente por ser homossexual o escritor cubano foi perseguido, encarcerado sob a acusação injusta de molestamento e torturado. Suas obras sempre censuradas foram premiadas no exterior. No início dos anos 80, Reinaldo junto a uma leva de “contra-revolucionários” foi expulso do país com um falso nome. Exilado, morou nos EUA e por lá descobriu que estava com AIDS pouco tempo depois. Antes de cometer suicídio, aos 57 anos em dezembro/1990, o autor deixou sua autobiografia “Antes que Anoiteça” (1990) como um testemunho de seu sofrimento.

A obra foi adaptada para o cinema sendo filmada em Veracruz, no México, em vista de minimizar a hostilidade que muitos teriam contra a forte temática gay em Cuba que há tantas décadas ainda convive com grande miséria, isolamento e repressão.

Post #43: Globo Repórter: convivendo com as diferenças

Em 23/09/16 o program Globo Repórter que vai ao ar todas as sextas-feiras pela TV Globo trouxe a diversidade de gênero como pauta principal. Depoimentos a cerca da transexualidade, famílias homoafetivas, de mães que se unem contra o preconceito sofrido por filhos e outros assuntos pertinentes à diversidade.

O primeiro bloco traz um garoto trans. Nos é apresentado os conflitos do Luan enquanto alguém que não aceita seu sexo de nascimento bem como características inerentes à feminilidade. Esta inadequação fez sua família buscar assistência no Ambulatório Transdisciplinar de Identidade de Gênero e Orientação Sexual do Hospital das Clínicas de São Paulo com o intuito de entender o porquê. Em entrevista, um psiquiatra do hospital levantava a tese da teoria hormonal pré-natal já abordada aqui no blog que defende a transexualidade como fruto de alterações hormonais intrauterinas (lembre em Post #34: Nasce-se gay ou torna-se?).

A segunda parte do programa aborda a transexualidade com depoimentos do primeiro trans homem brasileiro operado de modo durante o Regime Militar. João Nery é conhecido por seu ativismo no dispensável meio lgbtista. Este bloco traz novamente o Luan do primeiro bloco. Desta vez, o mostra dando início a uma série de tratamentos hormonais na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.

Família homoafetiva. A terceira parte do programa foge da família tradicional brasileira e adentra na realidade de vários lares brasileiros. Temos duas lésbicas separadas, a Ana Cláudia e Ana Lúcia, mas que já chegaram a se casar e a dar a luz a um casal via inseminação artificial.

Em seguida, a reportagem da TV Globo propõe um debate entre alunos de um colégio carioca sobre a regras que são válidas apenas para casais héteros nas dependências da instituição, o preconceito dos próprios funcionários, segundo os alunos. O colégio em questão é o Pedro II que aboliu regras tradicionais: meninos utilizam calças e meninas as saias de pregas como uniforme. A partir de setembro/2016 a escola liberou o uso do uniforme de acordo com a identidade de gênero de qualquer um. Veja aqui a nota da instituição.

Ainda neste bloco, temos o depoimento de Agnes Santos. Trans mulher, ela se submeteu a uma cirurgia de mudança de sexo pelo Hospital das Clínicas de São Paulo.

O Globo Repórter traz um movimento que se diz suprapartidário, mas, na realidade o mostra fazendo militância numa Parada Gay. É o Grupo Nacional Mães pela Diversidade formado por familiares que se reúnem para trocar experiências sobre seus filhos gays vivos ou lembrarem os mortos pela intolerância. A reportagem foi honesta quando dizendo que não existem dados consistentes sobre os crimes de ódio contra indivíduos homo e trans, o que é um inaceitável. Também cita alguns dados do Grupo Gay da Bahia (GGB) que de má fé utiliza crimes passionais para contabilizar homofobia.

O casal Alexia e Roberto fazem parte do último bloco. Professora, microempreendedora e cristã de uma igreja inclusiva, a história de vida dela trouxe não diz respeito a nenhum ativismo, apenas sua força de vontade de levar uma vida normal ante as dificuldades inerentes a todo ser humano. Claro que conflitos internos inerentes a uma pessoa trans existem e muito, como ela própria relata em seu depoimento, mas não foi isso que prevaleceu. Nem precisou do Movimento LGBT. Parabéns, Alexia!

Elucidativo como um todo, digo que o programa foi produtivo e cumpriu sua proposta de desmitificar a transexualidade e problemas relacionados à ela. Transexuais existem e merecem respeito como qualquer outro, mas não é um movimento, como o LGBT, por ex., que vai ditar as regras. São os próprios indivíduos que setem na pele o preconceito e irão dar – assim como muitos deram – a volta por cima sem precisar de cotas, tratamento diferenciado, regalias.

Post #42: O massacre de Marisa Lobo

Petrificado. Como eu não vi este debate antes? Onde eu estava? O que fazia? Mas não perdi e quero compartilhar com vocês esta malhação de Judas de utilidade pública promovida pelo jornal Folha de São Paulo. O debate “Ideologia de gênero no ensino” foi transmitido ao vivo via web em julho/2016 e trouxe a psicóloga Marisa Lobo, a trans ativista LGBT Renata Peron e o parcial jornalista Chico Felitti tentando intermediar o diálogo.

Dotada de coerência e preparadíssima, Lobo – que é candidata a vereadora pelo Partido Solidariedade (SD) em Curitiba – não só sobrepôs seu ponto de vista ante aos demais como também massacrou sem deixar espaço pra dúvidas. É possível ver uma insistência aquém do convencional dos participantes em fazê-la cair em contradição ou mesmo empurrando estatísticas e argumentos sem fundamentos.

Marisa Lobo pode ser do lado de Malafaia, Feliciano e outras desnecessidades, contudo, no que tange ao ensino da ideologia de gênero nas instituições de ensino, tenho que concordar com a psicóloga sem tirar uma vírgula: é inaceitável a pregação da sexualidade de modo precoce.

Post #41: Superpride omite sobre expulsão de lésbica por Igreja nos EUA

O que esperar de um veículo de comunicação gayzista com foco em futilidades tentando tratar de temas sérios? Suponho, logo tenho certeza: o pior possível. Quisera eu ter bastante tempo livre para passar dias a fio expondo as cagadas dos lgbtistas. No entanto, tive que parar um pouco para analisar um link de um post do site lgbtista Superpride sugerido por um seguidor d’O Gay Liberal via Facebook em que relata um caso de expulsão de uma treinadora e um padre gay de uma instituição religiosa numa cidade de Nova Jersey, nos EUA, por estes apresentarem orientação homo. Com a assinatura de Lucas Querino, o post veio à rede em 8/9/16. Vejamos:

Screenshot: Nos Estados Unidos, padre gay é afastado da igreja por apoiar os direitos LGBT (Superpride, de 8/9/16)

De fato, a expulsão ocorreu, mas (quero acreditar que) o Superpride esqueceu de relatar as nuances do episódio preferindo utilizar a palavra-chave “LGBTFOBIA” para, de modo sujo, sintetizar o polêmico caso, sem, ao menos, se importar com a credibilidade da informação.

Contratada em 2005, Kate Drumgoole foi orientadora e treinadora de um time de basquete na Paramus Catholic High School – instituição voltada para o ensino médio gerenciada pela arquidiocese da cidade de Newark. Lésbica, Drumgoole foi demitida de ambos os cargos em janeiro/2016 após administradores da escola tomarem conhecimento de seu casamento com uma mulher. A escola só tomou conhecimento disto após a cunhada de Drumgoole ter enviado fotos pessoais suas com a esposa, Jaclyn Vanore, para a escola por uma conta falsa numa rede social depois de uma discussão entre irmãs. Em agosto do mesmo ano, o jornal local The Record publica que a ex-treinadora decidiu processar a Paramus e seu presidente, James Vail, por violar uma lei estadual anti-discriminação que, por sua vez, “torna ilegal submeter pessoas a um tratamento diferenciado baseado na raça, credo, cor, nacionalidade, ascendência, idade, sexo (incluindo gravidez), status familiar, estado civil, parceria doméstica, união civil, orientação sexual, identidade e expressão de gênero, traços hereditários, responsabilidade para o serviço militar, deficiência mental ou física, deficiência percebida, AIDS e HIV. A lei proíbe a discriminação ilegal em emprego, habitação, locais de acomodação pública, de crédito e contratos de negócios”.

Kate Drumgoole, à direita, e sua esposa Jaclyn Vanore (Foto: New Ways Ministry)
Kate Drumgoole, à direita, e sua esposa Jaclyn Vanore (Foto: New Ways Ministry)

Advogados da instituição católica alegam que Drumgoole foi dispensada por não respeitar os princípios da fé ditados numa espécie de código de ética da Paramus ao se casar com alguém do mesmo sexo, mas não por ser gay. Segundo o movimento New Ways Ministry que milita em função de trans e gays católicos, desde 2010 mais de 50 indivíduos foram demitidos ou tiveram ofertas de empregos rescindidas após empregadores tomarem ciência que estes seriam casados com alguém do mesmo sexo. 

Mas não foi só por isso. Kate diz que foi demitida somente em função de sua orientação sexual, até porque existem outros indivíduos que não se encaixam bem nos requisitos da Paramus como, por ex., funcionários que mantém relacionamentos fora do casamento, homossexuais em situações similares a sua e até caso de professora com fotos pelada divulgadas na web. A ex-funcionária acredita que sua demissão se deve ao fato dela ter repreendido, quando ainda exercendo sua função de orientadora, administradores do colégio pelo abuso sexual de adolescentes cometido por funcionários da instituição católica em uma viagem à Europa em 2011. O processo ainda corre no Tribunal Superior em Hackensack.

Segundo o site Towleroad, o padre Warren Hall – citado na matéria do Superpride – foi demitido pelo arcebispo de Newark, John Myers, do posto de ministro em duas paróquias em 31/08/16 por ter prestado apoio a Kate.

Gay assumido desde , Hall tem um histórico de atritos com a arquidiocese. Defensor ferrenho de grandes coletivos lgbtistas nos EUA, ele também foi denunciado por prestar apoio a uma instituição não-reconhecida pela Igreja com o intuito de pregar um tipo evangelho ativista para LGBT’s durante a Jornada Mundial da Juventude de 2016 na Polônia, a Pilgrims’ Haven. Em outra oportunidade, em 2015, Hall foi dispensando da função de diretor ministerial da Seton Hall University por apoiar uma campanha LGBT anti-bullying.

Nos EUA, uma nação fundada em princípios protestantes, o catolicismo consegue deter um número expressivo de fiéis. Segundo o Instituto de Pesquisa de Religião Pública (PRRI), em 2014, 22% da população apresentava laços com a fé apostólica romana. Claro que tanta visibilidade da Igreja de Pedro em todo o mundo não a exime de fatos históricos como a Santa Inquisição, por sua vez, fulminadora de judeus, muçulmanos, gays e quem ousasse. No entanto, dada a nossa necessidade civilizatória, cabe-nos fazer uso da nossa consciência, digo, traçar uma linha do tempo e categorizar episódios infameis da Igreja como pertencentes ao passado, observar seus arrependimentos e adoção de posturas compatíveis com a nossa contemporaneidade. Obviamente, não quero com isto dizer que é inaceitável o não reconhecimento das doutrinas católicas aos mais plurais hábitos de vida vigentes. Se há algo sagrado, ao menos, pra mim, é a liberdade. Inclusive, a liberdade religiosa difundida pelo pai do liberalismo social John Locke quando propondo tolerância a religiosidade alheia mais a separação entre a Igreja e o Estado em sua “Carta sobre a tolerância” de 1689. Movimentos populistas são incapazes de adentrar nas nuances deste pensamento de respeitabilidade. Ora, já sabemos. Impositores à la Cruzadas que são, estão em constante busca de domínio e explicitam isto na maior naturalidade como no relato do Superpride.

Superpride, melhore. Muito.